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Na internet, os consumidores se dividem em duas
categorias: há os que adotam uma abordagem dita racional e os que
navegam de maneira mais experimental. O cliente racional se caracteriza
pelo pensamento lógico, um gosto pelo esforço e a análise, e a
consciência de suas necessidades, enquanto o experimental afirma
sobretudo uma tendência ao menor esforço e à reflexão global, bem como à
compra impulsiva. Eis uma das conclusões de estudo "Rational or
Experiential? New Study Highlights Differences in Thinking Styles",
levado a cabo pelas universidades da Califórnia e Riverside e publicada
no Journal of Consumer Research.
De acordo com o levantamento, estes dois modos de
navegação precisam ser levados em conta pelo pessoal de marketing, que
deve conceber seus sites de maneira que estes sejam capazes de se
adaptar às duas abordagens. O objetivo é reter o máximo possível de
clientes potenciais e, assim, melhor capitalizar seus sites.
Sites camaleões?
"Uma abordagem possível seria criar um site que
combina conteúdo conveniente às duas abordagens, a fim de deixar aos
consumidores a possibilidade de escolher a navegação que melhor se
adapte a eles", explica o estudo. Um cliente que se encontra diante de
um site construído de uma forma que não lhe seja familiar será menos
eficaz e fará com abandone mais rapidamente a interface.
Para chegar a estas conclusões, as equipes de
cientistas das duas universidades divulgaram uma ferramenta batizada de
"Situation-Specific-Thinking measure" que permite avaliar a
capacidade de uma pessoa de resolver seus problemas ditos racionais
(exercícios de geometria, testes de vocabulário...) e outros ditos
experimentais, ou seja, que propõe e sugere os meios de aperfeiçoar uma
ferramenta ou um site. Esta ferramenta permitiu aos autores do estudo a
constatação que as pessoas que pareciam ter uma abordagem racional das
coisas, eram aquelas com melhor desempenho na realização de atividades
ditas racionais. O mesmo ocorre para as pessoas definidas como
refletindo atitudes mais experimentais, melhor satisfeitas numa
abordagem holística.
O marketing não pode ler o espírito dos
consumidores, mas pode oferecer oportunidades para que diferentes
estilos de pensamento sejam utilizados. "Uma abordagem é a de projetar
uma loja ou site de forma que ofereça oportunidades para os
consumidores pensarem em qualquer sentido e que os permitam escolher o
que fazer", sugere o estudo. Algumas pessoas tendem a pensar mais
racionalmente e outras mais intuitivamente. No entanto, todo mundo é
capaz de pensar em ambos os sentidos e, por vezes, ajudar os internautas
a pensar de forma diferente pode ajudá-los a ser mais bem sucedidos e
mais satisfeitos, conclui o estudo. |