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O senador Aloizio Mercadante (PT/SP) fez hoje um
veemente apoio ao projeto sobre os cibercrimes, (PL 89/03), que está para
ter a sua votação concluída pelo Senado Federal. A sua manifestação ocorreu
na abertura do I Fórum Latino-Americano de Inclusão Digital, realizado pela
Câmara dos Deputados.
Segundo o senador, o projeto visa inibir as ações criminosas pela internet e
não cercear o espaço livre da razão. “O projeto quer inibir as ações dos
pedófilos que usam o Orkut ou das quadrilhas que fraudam as contas bancárias
dos aposentados e brasileiros”, afirmou. Conforme Mercadante, a última
versão do projeto – que está sendo relatada pelo senador Eduardo Azeredo
(PSDB/MG) já havia corrigido alguns exageros das versões anteriores, quando
eliminou, por exemplo, a obrigatoriedade de os provedores de acesso manterem
os cadastros de seus usuários por três anos.
Mudanças
O senador afirmou, no entanto, que o projeto ainda pode receber emendas, e
que, ele próprio, depois de ouvir as ponderações de alguns acadêmicos, entre
eles os professores da Fundação Getúlio Vargas, irá apresentar algumas
sugestões de mudanças.
Durante a abertura do Fórum foi lançado um manifesto assinado pelos
professores André Lemos (da UFBA), Sérgio Amadeu da Silveira (Cásper Líbero)
e João Carlos Caribé (publicitário) contra o projeto e “em defesa da
liberdade e do progresso do conhecimento na internet brasileira”,
Conforme o documento, se, “como o projeto de lei diz, é crime obter ou
transferir dado ou informação disponível em rede de computadores,
dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em
desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida” , não
podemos mais fazer nada na rede. E completa: “o projeto quer bloquear o uso
de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas
(Wi_Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à internet se tornem
delatores de seus usuários.” |
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