Algumas frases marcantes de Timothy Leary, o "descobridor" do LSD:

"A realidade não passa de uma opinião. Viver é surfar o caos: não
podemos modificá-lo, mas podemos surfá-lo."

"Pense por si mesmo e questione a autoridade."

"O computador é o LSD dos anos 90."

"Somos formados por DNA para produzir mais DNA. Em outras palavras:
por mais que isso choque os teólogos e os humanistas, somos todos
robos neurogênicos – uma condição da qual não poderemos escapar
enquanto não aprendermos a dominar o nosso sistema nervoso de forma a
reprogramar nossos destinos."

"Você acha que o Governo proíbe as drogas porque elas "fazem mal"? Na
verdade, o Governo as proíbe porque elas são contraproducentes em uma
sociedade de zumbis consumistas, de trabalhadores incansáveis, de
corporações sem rosto e de pessoas naturalmente deprimidas e sem
religião. [E, muitas vezes, sem esperança!]. "

"O corpo da realidade virtual aparece desencarnado e a carne vira uma
pura ficção. O ciberespaço parece poder livrar finalmente o homem da
"escravidão do corpo". "

"Pensar por si mesmo" é um valor da modernidade. É uma forma do
sujeito afirmar poder pessoal. Este valor pode estar relacionado com a
cultura da insignificância, onde nada tem significado para além da
escolha de cada sujeito. Quando o fundamento do que se diz é exposto
de maneira clara, ele atrai toda forma crítica destrutiva. Quem não
reconhece a origem das próprias idéias fica "imune" a essa crítica,
seguindo uma "autoridade invisível" disfarçada de opinião pessoal, que
por sua vez se torna inquestionável enquanto permanecer invisível.
Assim, a cultura da insignificância critica pesadamente qualquer um
que exponha uma convicção, sem se expor a nenhuma crítica em relação
aos seus próprios pressupostos, que ela mesma procura ignorar.

Uma cultura da insignificância é aquela em que a realidade não passa
de uma opinião. Isso afirma o poder humano de moldar a realidade,
formando (ou deformando) opiniões. O que resta para se fazer num mundo
líquido é surfar nas ondas. A vida não tem sentido porque estamos
determinados pelos nossos genes, ou pelos memes. Tudo é programação,
mas ninguém explica de onde vem a programação que permite ao sujeito
se auto-reprogramar como ele "quiser".

A realidade virtual é mais do que uma expressão ou uma metáfora dessa
mentalidade, ela é um produto dela. Os relacionamentos virtuais não se
tornaram assim por simples coincidência. Foram projetados para
possibilitar um experiência de liberdade no sentido moderno, isto é,
ausência de limites e de constrangimentos.

O consumismo está relacionado ao agir como um zumbi, mas de que forma?
Ele não depende mais de "trabalhadores incansáveis, de corporações sem
rosto e de pessoas naturalmente deprimidas e sem religião". Hoje nós
temos o "Trabalhe em casa", "Seja seu próprio patrão", "Trabalhe
menos", "Seja a empresa", "Traga a vida para o trabalho", "ame seu
trabalho", "Viva sua própria vida", "Agarre seus sonhos", "Corra em
busca da felicidade", "Faça mais sexo". Todos esses são valores da
modernidade, assim como espiritualismos ao gosto do cliente, que
prometem satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.

Sobre negar a autoridade, há um artigo interessante aqui:
http://www.filosofiaclinicasc.com.br/artigo/autoridade-de-deus-4

Janos

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http://janosbiro.rg3.net