Helio Rosa e Thienne Johnson prestam a você um auxílio luxuoso sobre:

INTERNET pela Rede Elétrica. Tudo o que você queria saber e nunca teve coragem de perguntar!

01.
"A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou dia 13 de abril a Resolução 527, que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL).
 
O documento estabelece os critérios e parâmetros técnicos que permitem a utilização dessa tecnologia de forma harmônica com as aplicações de radiocomunicação que usam radiofreqüência na faixa entre 1.705 kHz e 50MHz.
Com essas regras, a Anatel permite que novas tecnologias sejam utilizadas em benefício da sociedade, por meio do uso compartilhado do espectro eletromagnético, uma vez que as redes de distribuição de energia elétrica disponíveis apresentam grande capilaridade no território brasileiro."  Ler mais no site da Anatel
 
02.
Estamos colecionando matérias para montar um "post" no BLOCO e também atualizar a Seção PLC - Banda Larga pela Rede Elétrica do site WirelessBR.

As siglas citadas são:
PLC - Power Line Communication
BPL - Broadband over Power Lines

A nossa Thienne Johnson publicou um artigo explicando outras siglas e suas diferenças. Aceitam-se atualizações!  :-)
 
Lembramos que a "preciosidade" dos "posts" do BLOCO está nos comentários e informações prestadas por nossos participantes: experiências, estudos, indicações de textos didáticos, visões de mercado...
Vamos lá?  :-)
 
03.
Sumário as transcrições:
 
Fonte: IPNews
[15/04/09]   Banda larga: uso da rede de energia deve derrubar preços por Daniela Malara
Fonte: IPNews
[13/04/09]   Concessionárias de energia aceleram testes de BPL
Fonte: Tele.Síntese
[13/04/09]   Copel testa a tecnologia PLC com 300 usuários
Fonte: Convergência Digital
[13/04/09]   Banda Larga via rede elétrica: Baixa qualidade do sistema é ponto crítico  por Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Gazeta do Povo
[12/04/09]   Copel aposta em telefonia fixa e internet com banda “extralarga” por Fernando Jasper
Fonte: INFO Online
[09/04/09]   Banda larga via rede elétrica é segura? por Daniela Moreira
Fonte:  Convergência Digital
[07/04/09]   Banda larga via rede elétrica: Aneel prevê regulamento final em junho por Luis Osvaldo Grossman
Fonte: Uai
[04/04/09]   Anatel aprova uso de rede elétrica para acesso em banda larga

Fonte: Limão
[03/04/09]   Anatel aprova uso de banda larga pela rede elétrica por Gerusa Marques
Fonte: Teletime
[16/03/09]   Preço do acesso às redes elétricas ainda é incógnita  Mariana Mazza
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Thienne Johnson
 
 
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Transcrições:

Fonte: IPNews
[15/04/09]   Banda larga: uso da rede de energia deve derrubar preços por Daniela Malara  
 
Copel inicia projeto com 300 usuários do interior do Paraná. Custo baixo se dá pela capilaridade da rede de energia elétrica, que gira em torno de 70% do País. Serviços, porém, só serão ofertados depois do sinal-verde da Aneel.
 
Além da regulamentação do uso da infraestrutura de energia elétrica para o provimento de serviços de conexão rápida à internet, publicada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) nesta segunda-feira, 13/04, as concessionárias de energia ainda devem aguardar o sinal verde da Aneel (Agência Nacional de Energia) para o lançamento comercial dos serviços.
Segundo Júlio Malhadas, assessor de comunicação da Copel (Companhia Paranaense de Energia), esse é um novo nicho de mercado, mas as empresas não podem modelar estratégias comerciais antes da regulamentação.
 
“A decisão da Anatel abriu uma nova oportunidade de negócios, porém as concessionárias de energia são monopólios da União e não podem projetar produtos ou serviços sem saberem quais serão as condições reais permitidas por lei”.
 
A conexão à internet via energia elétrica funciona por meio de modens. Eles diferenciam a frequência das ondas de energia e de internet, permitindo o tráfego de voz, imagens e dados no mesmo circuito, chegando a uma velocidade de até 200 Mbps, segundo informações dos fabricantes.
 
Dessa maneira, é possível conectar computador ou telefones IP via cabo ou Wi-Fi, da mesma forma que se integram nas tecnologias ADSL das operadoras de telefonia ou cable modens das TVS a cabo.
 
Para comprovar a funcionalidade, a Copel realiza estudos sobre a viabilidade da rede PCL (Power Line Communications) desde 2001 e, de acordo com as normas previstas pela Anatel, passará a testar o desempenho da tecnologia em 300 cidades do interior do Paraná ao longo de 2009.
 
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Fonte: IPNews
[13/04/09]   Concessionárias de energia aceleram testes de BPL
 
Se depender da Copel e da Eletropaulo Telecom, oferta dos serviços de internet banda larga pela rede elétrica ocorrerá em curto prazo.
 
Os primeiros usuários do serviço de banda larga da Copel já estão sendo conectados à rede para participar dos testes de desempenho da tecnologia PLC (power line communications, na sigla em inglês), que converte a fiação de energia elétrica em meio físico para conexão com sistemas de comunicações e telecomunicações em banda larga.
 
São 300 usuários (residenciais, corporativos e órgãos públicos) na cidade de Santo Antônio da Platina, distante 370 km de Curitiba. Até o final do mês todos deverão estar conectados e poderão navegar pela internet com conexões de 10 Mbps.
 
O grupo de teste terá sinais digitais de imagem, voz e dados gratuitos durante um ano, mediante o compromisso de monitorar, avaliar, acompanhar e relatar continuamente para a Copel o seu funcionamento.
 
A Copel está investindo R$ 1 milhão na aquisição dos equipamentos (modems e amplificadores), em fase final de instalação. Nesse sistema, a energia elétrica e os sinais digitais de voz, imagem e dados compartilham o mesmo condutor, possibilitando transformar qualquer tomada elétrica do imóvel (seja ele uma casa, escola, comércio ou fábrica) também num ponto de conexão para internet em banda larga, telefone e TV a cabo.
 
Já a Eletropaulo Telecom quer oferecer a tecnologia para mais de mil edifícios até o fim deste ano. Para o futuro, ela espera que esse negócio represente 50% do seu faturamento e a tecnologia deve evoluir na mesma proporção, com links dedicados chegando a velocidades de até 400 Mbps.
 
Entre novembro de 2008, quando a BPL (banda larga por energia elétrica) foi lançada pela Eletropaulo Telecom, e janeiro de 2009, 300 prédios residenciais na cidade de São Paulo, receberam o serviço. Cada um deles recebe link de até 200 Mbps para ser distribuído entre os moradores, que ficam com até 2 MB para desfrutar dos serviços de internet. A intenção da operadora é lançar uma oferta dobrando o link dedicado, indo a 400 Mbps, e saltando para 5 MB por usuário.
 
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Fonte: Tele.Síntese
[13/04/09]   Copel testa a tecnologia PLC com 300 usuários 
 
A Copel já começou a conectar os usuários que vão participar dos testes de desempenho da tecnologia PLC (power line communications, na sigla em inglês), que converte a fiação de energia elétrica em meio físico para conexão com sistemas de comunicações e telecomunicações em banda larga. O grupo de amostragem reúne 300 usuários (residenciais, corporativos e órgãos públicos) na cidade de Santo Antônio da Platina, distante 370 km de Curitiba. Até o final do mês todos deverão estar conectados e poderão navegar pela internet com conexões de 10 Mbps. A Resolução 527, que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica foi publicada hoje pela Anatel.
 
Os 300 usuários terão sinais digitais de imagem, voz e dados gratuitos durante um ano, mediante o compromisso de monitorar, avaliar, acompanhar e relatar continuamente para a Copel o seu funcionamento. O grupo de amostragem foi formado buscando representar o universo dos diferentes tipos de unidades consumidoras atendidos pela empresa. Já a escolha da cidade foi definida segundo critérios de porte (não poderia ser um grande centro), configuração técnica das redes de distribuição de energia (que atendessem a uma grande variedade de ligações num único circuito), fazer parte do anel principal de fibras ópticas da Copel e ter disponibilidade de técnicos das áreas de distribuição de energia e de telecomunicações da empresa.
 
A Copel está investindo R$ 1 milhão na aquisição dos equipamentos (modems e amplificadores), em fase final de instalação. Nesse sistema, a energia elétrica e os sinais digitais de voz, imagem e dados compartilham o mesmo condutor, possibilitando transformar qualquer tomada elétrica do imóvel (seja ele uma casa, escola, comércio ou fábrica) também num ponto de conexão para internet em banda larga, telefone e TV a cabo.
 
Para o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, a maior vantagem do sistema PLC é universalizar o acesso da população aos recursos de telecomunicações e à internet. "A tecnologia PLC  poderá democratizar o acesso da população a esses serviços, aumentando a concorrência e servindo de alternativa às companhias que monopolizam as telecomunicações no Brasil, contribuindo para baratear os preços cobrados", destaca.
 
Em 2001, a Copel realizou a primeira experiência com PLC no Brasil, testando a tecnologia em 50 domicílios de Curitiba. Naquela época, a capacidade de transmissão era de apenas 2 Mbps. A empresa de energia tem programas em parceria com o governo do Estado e a intenção, com o PLC, é usar a tecnologia tanto para programas de inclusão digital quanto comercialmente. Um dos projetos em parceria com o governo é o Paraná Digital, que usa a rede de fibras ópticas da Copel para conectar as escolas da rede estadual. (Da redação, com assessoria de imprensa)
 
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Fonte: Convergência Digital
[13/04/09]   Anatel divulga normas técnicas para serviço via PLC  por Luis Osvaldo Grossman
 
A Anatel publicou nesta segunda-feira, 13/04, no Diário Oficial da União, uma resolução (527/2009) que estabelece o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica. Ela definiu a faixa entre 1.705 kHz e 50 MHz para o serviço, em caráter secundário - sujeito a restrições em caso de causar interferências de outros serviços.
 
Em especial, a regra define o limite das "radiações indesejadas". Assim, para frequências abaixo de 30 MHz, os filtros para evitar interferências devem ser capazes de atenuar as radiações indesejadas a um nível de, pelo menos, 20 dB abaixo dos limites especificados. Para frequências acima de 30 MHz, o nível mínimo é de 10 dB abaixo dos limites do regulamento.
 
Conhecido como Power Line Communications (PLC) ou Broadband over Power Lines (BPL), o sistema de telecomunicações que utiliza a rede elétrica pode transportar sinais de internet, vídeo e voz, tratando-se de uma forma de compartilhamento de infraestrutura. O consumidor, além de ser atendido com energia elétrica pode ter acesso, pelos mesmos fios, a um provedor de internet ou a uma TV por assinatura, por exemplo.
 
Pela regra da Anatel, o sistema deverá dispor de mecanismo que possibilite, remotamente, a partir de uma central de controle, o desligamento da unidade causadora de interferência prejudicial, caso outra técnica de mitigação não alcance o resultado esperado.
 
Segundo ainda a resolução, a exploração do serviço de banda larga pela rede elétrica exigirá autorização do Serviço de Comunicação Multimídia ou do Serviço Limitado Privado. Os sistemas existentes até a data de publicação do regulamento podem continuar em operação até 30 de junho de 2010.
 
Além da regulamentação da Anatel, outra parte da oferta de banda larga pela rede elétrica está em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Essa parte prevê como se dará a relação de serviço.
 
A principal prerrogativa é não existir impacto no fornecimento e na qualidade da energia elétrica. Além disso, as concessionárias do setor não poderão atuar diretamente na oferta de banda larga - elas deverão criar uma pessoa jurídica à parte ou firmar contratos de compartilhamento de rede com as prestadoras do serviço.
 
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Fonte: Convergência Digital
[13/04/09]   Banda Larga via rede elétrica: Baixa qualidade do sistema é ponto crítico  por Luís Osvaldo Grossmann
 
O uso da rede elétrica para o serviço de banda larga deve estar regulamentado até o final deste primeiro semestre, mas a oferta comercial depende, naturalmente, da viabilidade e dos custos do sistema. A existência da rede instalada é, por si, um ganho, uma vez que a rede de energia abrange cerca de 97% do país.
 
A baixa qualidade da rede elétrica no Brasil, porém, é o ponto fraco do sistema, segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna."A questão é sempre a viabilidade e a eficiência. No caso do Brasil, onde as redes elétricas são de baixa qualidade, há uma implicação de custos. Uma rede de melhor qualidade precisa de menos repetidores", avalia.
 
E o custo dos equipamentos necessários para viabilizar o sistema, segundo Santanna, é uma incógnita. "Sempre foi uma alternativa promissora, mas nunca vi um estudo de custo viável, a não ser em baixa tensão, com equipamentos vendidos nos Estados Unidos por US$ 50", conta.
 
Ou seja, pode-se imaginar que modems para a rede elétrica a US$ 50 sejam acessíveis aos internautas residenciais, mas a dúvida é se o sistema como um todo se viabiliza com custos competitivos. "Pode ser viável no centro de São Paulo, por exemplo, onde os custos de se abrir uma vala para instalar uma rede de fibra ótica não são atrativos. Aí você usaria a rede elétrica nesse trecho", explica Rogério Santanna.
 
No mais, ele acredita que o principal interesse das distribuidoras de energia está no uso interno, uma vez que a tecnologia de banda larga pela rede elétrica pode se transformar num importante instrumento para a redução de perdas, em especial como combate aos "gatos" na rede, responsáveis por um prejuízo anual superior a R$ 5 bilhões para as empresas.
 
"Os fiscais não precisariam mais ir até o local do gato para cancelar o fornecimento de energia. Sem contar que cai o custo de medição, que pode ser feito de forma remota e sem a necessidade de grandes equipes para isso", diz o secretário de Logística e Tecnologia da Informação.
 
É este, inclusive, um dos principais pontos indicados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na nota técnica que tratou do assunto em preparação para a audiência pública - aberta até o fim de maio - que discute a regulamentação do tema pelo órgão.
 
"Além dos serviços de internet banda larga, voz e vídeo para os consumidores, o PLC permite que as distribuidoras de energia elétrica possam incorporar serviços de telemedição, supervisão do fornecimento e da qualidade da energia, controle das perdas técnicas e comerciais, monitoração remota de suas redes de distribuição, podendo resultar, inclusive, em menores investimentos na geração de energia", sustenta a nota técnica da Aneel.
 
Smartgrid: Uma discussão mundial
O uso da rede elétrica para transmissão de dados, com a opção do serviço de banda larga Internet, é uma discussão que mobiliza a comunidade internacional. Como lembra Carlos Alberto Mattar, especialista em regulação e assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o tema é um dos pontos do pacote de recuperação da economia norte-americana contra a crise financeira.
 
"Nos recursos programados pelo novo presidente dos EUA, Barack Obama, para estimular a economia, há dinheiro para a rede automatizada, também chamada de smartgrid. Só para mostrar como isso não é um assunto exclusivo do Brasil", diz Mattar.
 
Por aqui, o uso complementar da rede elétrica é alavancado por algumas distribuidoras de energia, as quais têm investido recursos de pesquisa e desenvolvimento em projetos como é o caso da Copel, no Paraná, e da Eletropaulo, em São Paulo, que criaram subsidiárias específicas para explorar a oferta de infraestrutura para o serviço banda larga pela rede elétrica.
 
"O mercado vê duas possibilidades de negócio. A primeira, naturalmente, é o uso do monitoramento remoto, porque além da confiabilidade, há ganho em redução de custos. É possível sabe onde há furto de energia pelo controle do transformador. As perdas de energia são muito grandes no país. Em Manaus, por exemplo, chegam a 40%", explica.
 
Já o uso comercial, segundo Mattar ainda em fase embrionária, também tem tudo para deslanchar. "É evidente que há interesse das distribuidoras nesse mercado. Senão, empresas como a Eletropaulo e a Copel não teriam montado subsidiárias. Elas usariam apenas os benefícios de monitoramento", completa o especialista.
 
O diferencial está, é claro, no modelo de negócio que será aplicado. A Eletropaulo já avisou que não venderá serviços diretamente para o consumidor final. Já a Copel, tem como meta também ser um provedor de banda larga - chegando ao consumidor.
 
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Fonte: Gazeta do Povo
[12/04/09]   Copel aposta em telefonia fixa e internet com banda “extralarga” por Fernando Jasper
 
Estatal quer transmitir dados, imagem e voz pela rede elétrica. Objetivo é conquistar clientes de provedores e operadoras telefônicas
 
Trezentos moradores de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) começam a testar, no próximo dia 25, uma tecnologia que poderá causar algum desconforto às provedoras de internet a partir de 2010 – e, nos anos seguintes, provocar dores de cabeça ainda mais agudas às operadoras de telefonia fixa. Quem pretende causar todo esse mal-estar, abocanhando parte do mercado das tradicionais empresas de “telecom”, é a Companhia Paranaense de Energia (Copel). A estatal quer fornecer internet de banda “extralarga” e telefonia fixa a seus clientes por meio de uma estrutura que domina há décadas: a rede elétrica. E a preços competitivos.
 
A exploração comercial da “internet de tomada” foi autorizada na semana passada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A telefonia fixa ainda terá de esperar, mas, no setor, sua liberação é vista como questão de tempo.
 
A PLC – sigla para “power line communication”, ou “comunicação por rede elétrica” –, que será usada em Santo Antônio da Platina, já é explorada em escala comercial em 20 países. A Copel foi a primeira do Brasil a testá-la, ainda em 2001, com 50 domicílios de Curitiba. A experiência mostrou que, embora fosse viável, a tecnologia tinha de ser aprimorada. “Os equipamentos que usamos na época não impediam uma grande interferência da linha elétrica sobre a transmissão de dados e imagem. Mas a tecnologia evoluiu muito desde então, e os novos equipamentos já eliminam essa interferência”, conta o diretor-presidente da Copel, Rubens Ghilardi. “Os testes vão durar de seis meses a um ano. Se forem bem sucedidos, já teremos condições de vender o serviço.”
 
A velocidade da internet será de pelo menos 20 megabits por segundo (Mbps), o dobro da maioria dos serviços convencionais. A Copel testará uma conexão ainda mais rápida, de 100 Mbps. Mas Ghilardi admite que pagar pela internet via rede elétrica vai compensar apenas para quem fica conectado várias horas por dia.
 
“O interesse das empresas de eletricidade na PLC é, fundamentalmente, concorrer com as operadoras de telefonia fixa. A ideia é oferecer todo o pacote, com transmissão de imagem, dados e voz, porque aí compensa para o usuário”, explica o executivo. Segundo ele, a empresa não definiu um preço para o serviço, mas simulações apontaram para rentabilidade entre 20% e 700%. “Varia muito, cada projeto tem um custo diferente. Mas, evidentemente, não vamos buscar um retorno de 700%. Nesses casos, o usuário é que pagará menos.”
 
A Copel pretende fazer a maior parte da transmissão por sua rede de fibra ótica, que tem quase 11 mil quilômetros e atende a 185 dos 399 municípios do estado. Aí reside o grande trunfo da empresa: quase toda a rede necessária já está instalada e, por um “pequeno custo adicional”, segundo Ghilardi, a companhia terá condições de atender a todos os seus 3,5 milhões de clientes. “A entrada no mercado de telefonia fixa vai permitir à Copel uma alavancagem brutal em seus rendimentos futuros.”
 
De acordo com o executivo, um equipamento instalado nos transformadores de energia já existentes – cada um atende de 40 a 50 casas – converterá o sinal “transportado” pelo cabo de fibra ótica em eletricidade. Em seguida, um modem comprado pelo usuário fará, na residência, a reconversão da energia elétrica para dados, imagem e voz. “A nossa subsidiária Copel Telecom vai pagar à Copel Distribuidora pelo aluguel do transformador”, diz Ghilardi. “Se em cada conjunto de até 50 domicílios apenas um aderir, fica inviável. Por isso, vamos começar vendendo o serviço nos grandes centros, como Curitiba, para então entrar no interior.”
 
O potencial do projeto, diz Ghilardi, é imenso: quase 98% da eletricidade consumida no estado passa pelas linhas de transmissão da Copel Distribuição, que chegam a 393 municípios do Paraná. Em todo o Brasil, apenas a Cemig, de Minas Gerais, tem capilaridade semelhante.
 
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Fonte: INFO Online
[09/04/09]   Banda larga via rede elétrica é segura? por Daniela Moreira
 
SÃO PAULO - Com as regras para prestação dos serviços de BPL (Broadband over Power Line) aprovadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil pode ter em breve ofertas de internet que chegarão à casa dos consumidores pela rede elétrica.
 
Em São Paulo, a AES Telecom, braço da AES Eletropaulo, já faz testes avançados com a tecnologia e pretende estrear ofertas comerciais em parceria com provedores de banda larga em pouco tempo. Outras companhias de energia elétrica como Copel e Cemig também experimentam com o BPL.
 
Mas o aval da agência pode não ser suficiente para tranqüilizar os usuários sobre os possíveis riscos da tecnologia. Quando noticiamos que a banda elétrica via rede elétrica poderia estrear em 2009, choveram comentários de leitores da INFO questionando a segurança do sistema. A principal preocupação é que a tecnologia possa interferir em freqüências de outras aplicações, como rádios amadoras e até instalações militares.
 
Eles não estão sozinhos. Nos Estados Unidos, a tecnologia enfrenta pressão da Associação de Rádios Amadoras, que processou a Federal Communications Commission (FCC) – a Anatel norte-americana – por ter liberado o BPL para uso no país sem prova suficiente de que a tecnologia não interferia em outras freqüências.
 
O site da associação traz estudos que falam sobre os perigos da banda larga via rede elétrica e trás até vídeos que mostram interferências causadas pela tecnologia em locais onde ela está sendo testada. O que os detratores do BPL alegam – e, em alguns casos, até provam – é que a as redes elétricas não foram feitas para isolar a radiação de radiofreqüência e que de fato em alguns casos a tecnologia de fato gera interferência.
 
Isso significa que estamos prestes a adotar uma tecnologia de alta periculosidade? Não necessariamente. Segundo Nicholas Maheiroudis, diretor de projetos de BPL da AES Telecom, os problemas de interferência realmente aconteciam no passado, mas a evolução dos equipamentos mitigou grande parte dos riscos.
 
“Hoje a tecnologia evoluiu e os equipamentos são capazes de anular as interferências”, diz o executivo. Segundo Maheiroudis, todos os aparelhos usados no Brasil terão que ser homologados e certificados pela Anatel, o que deve eliminar os riscos.
 
Além das interferências externas do BPL, a companhia também está trabalhando para minimizar os ruídos internos causados por eletrodomésticos e outros na banda larga via rede elétrica.
 
Secadores de cabelo, liquidificadores e até luminárias podem interferir no sinal do BPL. Neste caso, o resultado pode ser uma degradação na qualidade do sinal de internet. “O BPL não afeta o microondas, mas uma luminária não-padronizada pode derrubar o BPL”, explica Maheiroudis.
 
Segundo o diretor, menos de 3% das casas que participam dos testes feitos pela AES Telecom apresentam problemas de interferência. Para mitigar o problema, a empresa está trabalhando com fornecedores nacionais para produzir filtros e nas próximas gerações, os próprios modens virão com chips preparados para bloquear os ruídos, de acordo com Maheiroudis.
 
Até a estreia de fato, a palavra fica com o especialista. E você, se sente seguro em usar banda larga via rede elétrica? Dê sua opinião.
 
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Fonte:  Convergência Digital
[07/04/09]   Banda larga via rede elétrica: Aneel prevê regulamento final em junho por Luis Osvaldo Grossman
 
A oferta comercial dos serviços de banda larga através da rede de energia elétrica deve começar no segundo semestre. Na última quinta-feira, 02/04, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o regulamento sobre as condições de uso do sistema elétrico. Mas ainda é preciso esperar o resultado da consulta públicaque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantém aberta, até 31 de maio, sobre o mesmo tema.
 
"A depender do número de contribuições, que até aqui são poucas, o regulamento estará concluído em junho e o serviço pode começar logo em seguida", diz, em entrevista ao Convergênci Digital, o especialista em regulação,Armando Silva Filho, da Aneel. Conhecido como Power Line Communications (PLC), o sistema de telecomunicações que utiliza a rede elétrica pode transportar sinais de internet, vídeo e voz, tratando-se de uma forma de compartilhamento de infraestrutura.
 
Assim um ponto de energia pode se tornar uma tomada para a ligação de qualquer eletrodoméstico e, ao mesmo tempo, um ponto de rede de dados. O consumidor, além de ser atendido com energia elétrica pode ter acesso, pelos mesmos fios, a um provedor de internet ou a uma TV por assinatura, por exemplo.
 
Para funcionar, devem ser acoplados equipamentos às redes de energia elétrica existentes. Mas como podem provocar interferências em outros aparelhos que utilizam radiofrequência - receptores de rádio, rádios amadores, telefones sem fio e mesmo televisores - foi responsabilidade da Anatel estabelecer regras para que o possível uso do PLC via rede elétrica não cause interferências indesejadas nos sistemas de telecomunicações.
 
É disso exatamente que trata o regulamento aprovado pela Agência, e que deve ser publicado ainda esta semana no Diário Oficial Por todas essas questões, a oferta de internet via PLC acontecerá em caráter secundário, ou seja, sujeita a restrições em caso de provocar interferências na telecomunicações tradicionais.
 
Já a regra proposta pela Aneel, ainda em consulta pública, prevê como se dará a relação de serviço. A principal prerrogativa é não existir impacto no fornecimento e na qualidade da energia elétrica. Além disso, as concessionárias do setor não poderão atuar diretamente na oferta de banda larga.
 
As empresas de energia deverão criar uma pessoa jurídica à parte ou firmar contratos de compartilhamento de rede com as prestadoras do serviço, num regime equivalente ao já adotado, hoje, para o uso comum de postes e dutos.
 
"Apesar da utilização do mesmo meio físico, que são as redes de energia elétrica, o PLC propicia usos independentes, que podem conviver simultaneamente. Portanto, cada serviço corresponde a um custo e devem ser faturados separadamente", ressalta a Nota Técnica 009/2009, da Aneel, que instruiu a consulta pública em tramitação.
 
Em relação a esses custos, a Aneel defende, ainda, duas posições. A primeira, de deixar a definição de valores com os envolvidos - a concessionária de energia e a prestadora de serviço de banda larga - "de forma não discriminatória e a preços livremente negociados entre as partes", como prevê a minuta de resolução da Aneel.
 
O órgão regulador do setor elétrico defende também que parte dos ganhos da concessionária de energia com o PLC seja revertido aos consumidores de energia. "Existe a possibilidade desse ganho adicional ser rebatido na modicidade tarifária, mas o impacto deve ser pequeno", explica Armando Silva Filho, da Aneel.
 
Ele lembra que no caso de uso comum de postes, o ganho revertido aos consumidores é limitado em 10% do faturamento com o compartilhamento. Contribuições à consulta da Aneel sobre o PLC podem ser feitas pelo site da agência (www.aneel.gov.br). Uma audiência presencial está marcada para o dia 13 de maio, na sede da Aneel, em Brasília.
 
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Fonte: Uai
[04/04/09]   Anatel aprova uso de rede elétrica para acesso em banda larga
A grande vantagem da rede de energia é a cobertura, já que ela alcança 97% da população brasileira por Zulmira Furbino - Estado de Minas
 
As operadoras de telefonia vão usar a rede elétrica para acesso à internet em alta velocidade (banda larga). A infraestrutura das distribuidoras de energia em todo o país poderão ser alugadas pelas companhias telefônicas, que ofertariam o serviço. As regras para o uso da rede elétrica foram aprovadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para iniciar a operação, porém, as empresas ainda deverão aguardar a regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cuja proposta está em consulta pública e só será concluída em 31 de maio. A Cemig, por meio de sua subsidiária de telefonia, Infovias, já decidiu que vai colocar a rede de distribuição, que atende 6,5 milhões de clientes, a serviço das companhias telefônicas, mas a operação comercial só deverá ser viabilizada em dois anos, disse ontem o superintendente técnico da empresa, Ivan Soares Ferreira.
 
Emília Ribeiro, conselheira da Anatel, acredita que a medida deverá estimular a competição no mercado e incentivar a expansão dos serviços para todo o país. “Estamos fazendo a universalização de uma outra forma. Vamos alcançar a inclusão digital e social nas pontas”, disse. Segundo ela, o regulamento entra em vigor até quarta-feira. A velocidade de conexão desse tipo de tecnologia já começa com 20 megabits por segundo (Mbps), bem acima da capacidade dos serviços oferecidos hoje, que em geral vão até 10 Mbps.
 
Tecnicamente, as redes das distribuidoras de energia elétrica estão prontas para prestar o serviço. Seria necessário fazer algumas adaptações de baixo custo, como instalar roteadores nos postes para direcionar a transmissão de dados. O cliente, por sua vez, precisaria ter um modem, na casa ou no escritório, parecido com os aparelhos que as empresas de telefonia ou de TV a cabo usam para fornecer acesso à internet. A grande vantagem da rede elétrica sobre outras redes é a cobertura, já que ela alcança 97% da população brasileira. Hoje, apenas 5 milhões de pessoas ainda não têm acesso à energia elétrica no Brasil. Pelo programa do governo Luz para todos, esse déficit deverá ser zerado até o fim do próximo ano.
 
Segundo Ivan Ferreira, no caso da Infovias, o único investimento a ser feito será o referente à aquisição de equipamentos. “É uma grande oportunidade. Vamos investir na tecnologia PLC para prover banda larga para os clientes, via operadoras de telefonia”, sustenta. Segundo ele, hoje a empresa já presta serviços similares por meio de cabos de fibra ótica e da rede de TV a cabo, que aluga a rede da Infovias. Ainda não há entendimentos sobre o preço do serviço. A Aneel pretende exigir que a receita adicional das distribuidoras com o aluguel dos fios seja usada para baixar tarifas de energia.
 
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Fonte: Limão
[03/04/09]   Anatel aprova uso de banda larga pela rede elétrica por Gerusa Marques
 
O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem as regras de uso da rede elétrica para acesso à internet em alta velocidade (banda larga). A relatora do assunto, conselheira Emília Ribeiro, disse que a medida vai estimular a competição no mercado e incentivar a expansão dos serviços para todo o País.
"Estamos fazendo a universalização de uma outra forma. Vamos alcançar a inclusão digital e social nas pontas", disse Emília. Segundo a conselheira, o regulamento entra em vigor até a próxima quarta-feira (dia 8). A partir daí, a Anatel já poderá conceder licenças para prestar os serviços às empresas interessadas.
Para iniciar a operação, na opinião da Emília, as empresas deverão aguardar a definição de regras pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cuja proposta ainda está em consulta pública e só será concluída no dia 31 de maio.
Tecnicamente, as redes das distribuidoras de energia elétrica estão prontas para prestar esse serviço. Seria necessário fazer algumas adaptações de baixo custo, como instalar roteadores nos postes para direcionar a transmissão de dados. O cliente, por sua vez, precisaria ter um modem, na casa ou no escritório, parecido com os aparelhos que as empresas de telefonia ou de TV a cabo usam para fornecer acesso à internet.
A velocidade de conexão desse tipo de tecnologia já começa com 20 megabits por segundo (Mbps), bem acima da capacidade dos serviços oferecidos hoje, que em geral vão até 10 Mbps.
A vantagem da rede elétrica sobre outras redes é a cobertura, já que ela alcança 97% da população brasileira. Hoje, apenas 5 milhões de pessoas ainda não têm acesso à energia elétrica no Brasil. Pelo programa do governo "Luz para Todos", esse déficit deverá ser zerado até o fim do próximo ano.
Como as distribuidoras de energia estão proibidas por lei de prestar outros serviços além do fornecimento de eletricidade, elas terão de criar empresas específicas de telecomunicações para oferecer internet banda larga. A Aneel pretende exigir que a receita adicional das distribuidoras com o aluguel dos fios seja usada para baixar tarifas de energia.
 
União
O conselho diretor da Anatel aprovou também a inclusão de uma cláusula nos contratos de concessão da telefonia fixa para deixar claro que a infraestrutura de banda larga, conhecida como backhaul, é um bem que tem que retornar à União no fim da concessão, em 2025.
A polêmica surgiu em novembro do ano passado, quando a Justiça Federal concedeu liminar à Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, suspendendo a troca das metas de universalização das concessionárias de telefonia pela criação de uma infraestrutura nacional de banda larga.
Essa mudança foi feita em abril do ano passado por meio de um aditivo ao contrato de concessão. É com base nessa rede de banda larga que o governo e as concessionárias assinaram, também em abril, um acordo para levar internet em alta velocidade a 55 mil escolas pública urbanas até fim de 2010.
A advogada da Pro Teste Flávia Lefévre argumentou, na época, que a troca de metas permitiu que as empresas investissem recursos da universalização em benefício privado, já que o aditivo não garantia a volta das redes de banda larga à União.
O governo e a Anatel recorreram, sem sucesso, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, para tentar cassar a liminar. O TRF, no entanto, manteve a decisão de primeira instância por entender que é fundamental garantir a reversibilidade do backhaul à União.
Segundo a Anatel, a mudança não tem de ser submetida à consulta pública porque já constava da proposta de aditivo contratual que foi colocada em consulta pública pela Anatel no ano passado e que acabou sendo retirada do texto definitivo.
 
 
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Fonte: Teletime
[16/03/09]   Preço do acesso às redes elétricas ainda é incógnita  Mariana Mazza
 
O início da audiência pública da Aneel sobre a proposta de regulamentação da oferta de internet por meio da tecnologia Power Line Communications (PLC) não resolverá um dos principais entraves na relação entre as empresas de telecomunicações e as distribuidoras de energia elétrica: o preço do acesso as redes. Este item foi o ponto alto de diversas discussões entre os dois setores e, ao que tudo indica, a solução da Aneel irá prevalecer. Isso significa que a entrada das empresas nas redes elétricas será garantida por meio do pagamento de preços pactuados com as distribuidoras de energia.
 
A Anatel, com base em apelos de operadoras de telecomunicações, vinha defendendo a fixação de um teto para o acesso a infraestrutura para a oferta do PLC e, por conta disso, não homologou os acordos já existentes entre empresas de telecom e de energia. Acontece que, ao contrário da agência reguladora das telecomunicações, a Aneel não possui o poder de fixar preços. "Trabalhamos com tarifas (públicas) e não com preços (privados)", resume Carlos Alberto Mattar, especialista em regulação e assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel.
 
"Na proposta, o preço do aluguel é livremente negociado entre as partes. Ele é pactuado e parte do aluguel da rede é destinada à modicidade tarifária", explica o especialista. A regra de transferir parte dos ganhos das distribuidoras de energia para as tarifas, de forma a suavizar reajustes, já existe dentro da Aneel antes do debate do PLC e se aplica a todas as negociações de locação das redes das concessionárias de energia. Assim, segundo Mattar, a manutenção desse repasse nos acordos envolvendo PLC é uma das duas preocupações fundamentais da agência de regulação do setor elétrico.
 
Qualidade
A outra preocupação é que a oferta de serviços de internet pela rede elétrica não prejudique a qualidade da oferta de energia elétrica. Para isso, as distribuidoras serão responsáveis por garantir que o novo serviço privado não interfira na oferta do serviço essencial da concessão: a distribuição de energia elétrica. No momento, pelo menos três distribuidoras já testam a oferta de internet por meio do PLC, mas várias outras empresas estão sendo criadas de olho nesse filão. Eletropaulo, Copel e Cemig saíram na dianteira.
 
Pelas regras do setor elétrico, as concessionárias não podem prestar nenhum outro serviço além da oferta de energia elétrica dentro da concessão pública. Assim, a saída encontrada por estas concessionárias tem sido a criação de empresas privadas, como a Infovia, da Cemig; a Eletropaulo Telecom; da Eletropaulo; e a Copel Telecomunicações, da Copel. Nos casos em que o acordo de acesso às redes for firmado com subsidiárias das concessionárias de energia, a Aneel fará questão de analisar os contratos. Para as empresas puramente de telecomunicações, apenas a Anatel avaliará os acordos.
 
Anatel
Da parte da Anatel, ainda não está concluída a regulamentação da destinação de faixas de radiofrequência para a prestação do serviço. O assunto foi debatido no final do ano passado e empresas interessadas na oferta de internet via PLC criticaram a iniciativa da agência de colocar o serviço em caráter secundário, ou seja, sem proteção contra interferência de outros serviços.
 
Mesmo com a possibilidade de que essa escolha da Anatel gere interferências no serviço que podem prejudicar as empresas de energia, a Aneel não se envolve na briga. "Radiofrequência é da alçada da Anatel. Não estamos discutindo isso", afirma Mattar. "A gente não pode misturar o papel da Aneel e da Anatel."
Mariana Mazza