A Consultora e Webwriter Alice Ramos aponta o porque da inclusão digital não interessar a ninguém, muito menos ao govêrno, que está louco para se "destinar" os mais de R$7 bilhões angariados pelo FUST( Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) em "causas" mais "nobres". Segundo suas palavras, a Universalização do Serviços de Telecomunicações poderia, inclusive, reafirmar nossa posse sobre a Amazonia Legal, que o consenso internacional teima em querer abrir a todos.

"Enquanto a inclusão digital não começar a ser enxergada de forma consensual por todos os setores governamentais e da sociedade, como um meio (entre tantos) do Brasil se transformar em potência econômica, não avançaremos além desses joguinhos ridículos de interesse, onde cada um se empenha ao máximo para articular um esquema para benefício próprio.

O País que não consegue sequer incluir seus cidadãos digitalmente, quer agora impedir que a Amazônia, que é brasileira de fato e de direito, seja entregue de papel passado aos ladrões e salteadores estrangeiros?

Porque estou citando isso?

Porque a solução para a inclusão digital do País é a mesma que seria para reintegração de posse da Amazônia ao território brasileiro, colocando-a sob a estreita e efetiva administração do governo federal."

Sérgio Spínola, sócio e diretor da IP10 Tecnologia, diz que “a solução para os problemas da Amazônia é a Receita Federal, pois o que a torna eficiente são os investimentos em tecnologia da informação”. Segue abaixo uma síntese do que ele expõe em sua coluna Coluna Contraponto, que integra o site AliceRamos.com.

“Uma das medidas a se tomar seria obrigar todo o proprietário de terras acima de um determinado tamanho a declarar as demarcações de suas terras por GPS à Receita Federal”.

“A utilização deste instrumento, de forma devida, e com alíquotas coerentemente definidas poderia redefinir a função social da terra no Brasil. Desta forma, grandes proprietários de terra que empregassem técnicas arcaicas de produção seriam obrigados a desfazer-se do todo ou parte de suas terras, por não poderem arcar com os impostos sobre a terra”.

“Por outro lado, é fundamental definir a propriedade da terra no Brasil. Vastas áreas da Amazônia pertencem a não se sabe quem. A obrigatoriedade da demarcação digital das terras (...) permitiria ao governo, e à Receita Federal, Departamento da Terra, digamos, a fiscalizar, usando dados do INPE, o estado de cada propriedade agrícola”.

“O uso de inteligência de software ajudaria a calcular automaticamente o fator de desmatamento em cada propriedade, através do scan das imagens, providas pelo INPE, permitindo aferir automaticamente o nível de desmatamento de cada área. A tributação em áreas de preservação pode seguir o modelo de compensação”.

“Contudo, seria fundamental um grande investimento em TI, com coleta de dados, análise de mapas e imagens, gerando a obrigação dos proprietários de informar digitalmente suas demarcações, com coordenadas calculadas por GPS, alimentando um grande banco de dados de propriedades e respectiva cobertura florestal”.

“Ao utilizarmos imagens de satélite devidamente perscrutadas eletronicamente, elimina-se o custo de fiscalização in-loco e a corrupção, afinal uma imagem vale mais do que mil palavras”.

 Clique aqui para voltar