Blogueiro Len explica como
foram feitas as imagens de
Veja
Antes de
publicar a edição dessa
semana, a revista VEJA já
tinha se complicado com a
denúncia de José Dirceu. Foi
aberto boletim de ocorrência
no 5º distrito policial de
Brasília, que conta com o
depoimento da camareira e do
chefe de segurança do hotel.
Na edição dessa semana, por
burrice ou amadorismo, a
revista produz prova robusta
contra si mesma.
Com a
denúncia de tentativa de
invasão e falsidade
ideológica pesava contra a
revista apenas o fato do
jornalista estar a seu
serviço, o que poderia ser
justificado com a alegação
que o seu contratado agiu
por conta própria, sem o
aval da direção, mas ao usar
as imagens obtidas pelo
repórter, a VEJA assume
cumplicidade e
beneficiamento com os crimes
conhecidos.
Na reportagem
que fez com acusações contra
José Dirceu, a VEJA afirma
que “obteve” imagens de
circulação do hotel, dando a
entender que se tratava de
imagens da câmera de
segurança, só não admitiu
que obteve imagens
ilegalmente através de
equipamento instalado pelo
seu jornalista.
Vamos aos
fatos: quando me deparei com
as imagens, vi na hora que
não se tratava de imagem de
câmera de segurança interna,
pois estas não apresentam
data e horário, tem
resolução baixa para câmeras
normalmente usadas para esse
fim e o posicionamento e
foco que não privilegiam a
tomada de todo o corredor,
mas apenas de quem passava
por ela.
A câmera que
foi usada pelo repórter da
Veja provavelmente é uma
mini-câmera espiã wi-fi (
imagem abaixo) que pode ser
instalada facilmente pois
não precisa de fios ligando
ao monitor que recebe as
imagens. Ela tem uma fonte
que pode ser facilmente
instalada na fiação de um
suporte de luz por algum
funcionário da manutenção do
hotel, regiamente pago para
a função.

A câmera
infravermelho acima ( à
esquerda), por ter tamanho
reduzido, é específica para
espionagem e não possui leds
IV, e diferente de câmeras
usadas em segurança ( acima
à direita) que tem uma
quantidade desses leds para
fornecer a iluminação que
vai ser usada para captar as
imagens, ela não “enxerga”
no escuro como as câmeras
comuns e precisam de alguma
luz branca para captação de
imagens.
Analisando as
imagens da VEJA, percebe-se
com facilidade se tratar de
uma mini-câmera para
espionagem. Câmeras de
segurança, por ter fonte de
luz IV própria, não são
instaladas próximas à
anteparos de iluminação,
pois o reflexo da luz branca
atrapalha. As imagens
divulgadas pela VEJA
identificam que a câmera
usada para captá-las estava
instalada junto ao anteparo
de luz. Eles usam
normalmente esse artifício
para ocultar o equipamento,
ter uma fonte de luz e
energia para ligar a câmera.
Perceba na imagem abaixo, os
reflexos nas cabeças de José
Dirceu e Fernando Pimentel
que estão mais próximos a
câmera, demonstrando que foi
ocultada em um anteparo de
luz.

As provas que
a VEJA produziu contra si
mesma agravaram a sua
situação, agora além de
tentativa de invasão de
domicílio e falsidade
ideológica, existe a
confissão de invasão de
privacidade, não só de José
Dirceu e os políticos
mostrados, mas de todos os
hóspedes desse andar e dos
funcionários do hotel.
Apesar da
vergonhosa operação abafa (
Omertá tupiniquim) movida
pelos principais veículos de
comunicação, que demonstra
um corporativismo criminoso
( se não for rabo preso por
culpa no cartório), ainda
restam aos atingidos, como o
PT, acionar a Polícia
Federal e o Procurador Geral
da República por se tratar
de um crime ainda mais grave
quando atinge ministros de
estado e põe em risco o
estado democrático de
direito.
Não sei
quanto a vocês amigos, mas
esse que vos escreve já está
cheio desses abusos, é hora
de dar um basta. A minha
esperança se renova quando
presencio manifestação do
deputado Paulo Pimenta no
twitter, que apesar de não
ser do grupo do ex-ministro
José Dirceu, exigiu do
presidente José Eduardo
Dutra, que o partido tome
providências drásticas. Nem
tudo está perdido, o
deputado mostra que ainda
restou algo da velha
combatividade do PT.