

Se você quiser saber o porquê da Telebrás ainda existir na Política Nacional de Comunicações, não descarte a leitura dessa página. Ela está oferecendo serviços............sem bala na agulha para fazê- los.
O Moderador e responsável pela ComUnidade WirelessBRASIL, Helio Rosa, enviou o e-mail abaixo em circular pela comunidade. Tratando-se de interesse público e possuindo em seu bojo um político Mineiro que mostra não saber o limite entre o lobbysmo e o interesse tecnológico no mercado, o "Belô - n - Line" reproduz aqui a íntegra.
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Sobre um certo "Plano Nacional de Banda Larga" publicamos no BLOCO dois "posts/mensagens" que tratavam da Eletronet e da Telebrás.
Aqui estão os links,
para uma recordação/ambientaçã
20/11/07
•
Eletronet (02) - Ações da Eletrobrás sobem: Uma vergonha!!!!
11/10/07
•
Eletronet (01)
O jornalista Luiz
Queiroz é um dos diretores do Portal
Convergência Digital e mantém o blog "Capital
Digital", sempre com um olhar critico e independente nas atividades
governamentais.
Vale conferir o "post" de hoje:
Aos "acionistas" da Telebrás.
Sempre recomendamos a leitura na fonte mas vai transcrito mais abaixo.
Alguns recortes:
(...) O que está ocorrendo na Telebrás?
Nada. Absolutamente nada. A não ser "pirotecnia política", misturada com
irresponsabilidade no trato da chamada "coisa pública. No final do ano passado,
em novembro, durante algumas reuniões de cúpula em que se estudava o programa de
inclusão digital nas escolas, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, propôs a
reativação da Telebrás para torna-la "gestora da rede de banda larga", que seria
negociada com as Teles em troca dos Postos de Serviço Telefônicos. (...)
(...) Isso provocou em apenas dois dias de movimentação na Bovespa, um salto de 570% no valor das ações da Telebrás, segundo o jornal O Globo: (...)
(...) O volume financeiro movimentado passou de R$ 202,416 mil, para R$ 12,974 milhões entre os dias 13 e 16 de novembro de 2007. Ou seja, a declaração do ministro Hélio Costa provocou, por si só um fato relevante sobre a Telebrás, que nunca existiu ou foi encaminhado pelo governo à CVM ou à Bovespa. Da condição de empresa em processo de extinção, a Telebrás virou a grande estrela do mercado do dia para a noite e num momento em que se preparava para fechar o seu balanço de 2007. (...)
(...) O portal Convergência Digital decidiu, então, indagar do ministro o que havia acontecido para a Telebrás não ser anunciada como gestora dessa gigantesca rede que atenderá mais de 56 mil escolas. Hélio Costa disse que, neste momento, a rede seria gerida na parte técnica pelo Ministério das Comunicações e, na parte educacional, pelo MEC. (...)
Sobre o jornalista:
Luiz Queiroz (queiroz@convergenci
Boa
leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Thienne Johnson
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Aos "acionistas" da Telebrás
Ontem foi expedido um comunicado ao mercado financeiro pela Telebrás,
encaminhado à CVM - Comissão de Valores Mobiliários - e divulgado pela Agência
Estado, com o seguinte teor:
15/04) TELEBRAS (TELB) - Esclarecimentos
DRI: Jorge da Motta e Silva
Em atenção a consulta formulada pela CVM, a empresa enviou a seguinte resposta:
Em atenção aos termos do Oficio/CVM/SEP/
Assim, caso sejam necessárias informações
adicionais, solicitamos que se dirijam ao próprio portal Convergência Digital
que e o responsável pela veiculação, ou ao Senhor Ministro de Estado das
Comunicações, que confirmara ou não a autoria da noticia.
A partir daí, o portal Convergência Digital passou a ser alvo de pedidos de
informações e, até mesmo, de críticas como a "Credibilidade Zero", do senhor
"Ródnei" - que usa um e-mail sem se identificar direito - para atacar os
jornalistas que produzem este veículo por conta da situação da Telebrás.
O que está ocorrendo na Telebrás?
Nada. Absolutamente nada. A não ser "pirotecnia política", misturada com
irresponsabilidade no trato da chamada "coisa pública. No final do ano passado,
em novembro, durante algumas reuniões de cúpula em que se estudava o programa de
inclusão digital nas escolas, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, propôs a
reativação da Telebrás para torna-la "gestora da rede de banda larga", que seria
negociada com as Teles em troca dos Postos de Serviço Telefônicos.
A idéia, até onde se pode apurar não vingou naquela hora, mas o assunto ficou em
suspenso, meio escanteado como tantas outras "grandes idéias", que surgiram ao
longo do caminho. Ficou engavetada da mesma forma que a proposta de uso da
Telebrás para assumir o controle da Eletronet, que meteria a mão no dinheiro do
fundo dos funcionáruios da estatal - em processo de extinção - para pagamento de
dívidas no mercado desta empresa vinculada ao setor elétrico. Pareceres
jurídicos desaconselharam a aventura. Da mesma forma que o Serpro se negou a
fechar um acordo temerário para assumir essa rede de banda larga encostada na
Eletrobrás.
Mas ainda em novembro, Hélio Costa, mesmo sabendo que sua proposta ainda carecia
de credibilidade e viabilidade junto à cúpula que estudava a inclusão digital no
governo, resolveu usar a imprensa para empurrar o assunto para a frente.
Anunciou aos quatro cantos que a Telebrás seria a gestora da rede. A Folha de
S.Paulo publicou o assunto, assim como, o portal Telesíntese, entre outros
veículos de comunicação.
Isso provocou em apenas dois dias de movimentação na Bovespa, um salto de 570%
no valor das ações da Telebrás, segundo o jornal O Globo:
"De uma média diária de nove negócios até
a última terça-feira - em dias movimentados chegou a registrar 25 operações -,
os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) tiveram nada menos do que 883
negócios na quarta-feira e 3.001 ontem. A mudança ocorreu depois de o ministro
das Comunicações, Hélio Costa, afirmar, na última terça-feira, que o governo
federal pretende usar a empresa para implantar a banda larga (acesso em alta
velocidade à Internet) em grande parte do território nacional. Analistas
criticaram a realização de anúncios ou declarações por parte do governo sobre
empresas de capital aberto com o pregão em andamento e sem a divulgação de um
fato relevante", escreveu o jornal carioca em novembro do ano passado.
O volume financeiro movimentado passou de R$ 202,416 mil, para R$ 12,974 milhões entre os dias 13 e 16 de novembro de 2007. Ou seja, a declaração do ministro Hélio Costa provocou, por si só um fato relevante sobre a Telebrás, que nunca existiu ou foi encaminhado pelo governo à CVM ou à Bovespa. Da condição de empresa em processo de extinção, a Telebrás virou a grande estrela do mercado do dia para a noite e num momento em que se preparava para fechar o seu balanço de 2007.
Queda livre
O tempo foi passando, o governo foi concluindo seu programa de inclusão digital
e a Telebrás simplesmente foi sendo omitida nas discussões sobre a gestão da
rede pelo ministro. Até ficar evidente que a Telebrás não seria a gestora,
durante o lançamento do programa no Palácio do Planalto de banda larga nas
escolas, na semana passada.
O portal Convergência Digital
decidiu, então, indagar do ministro o que havia acontecido para a Telebrás não
ser anunciada como gestora dessa gigantesca rede que atenderá mais de 56 mil
escolas. Hélio Costa disse que, neste momento, a rede seria gerida na parte
técnica pelo Ministério das Comunicações e, na parte educacional, pelo MEC.
O portal insistiu na pergunta: O governo abandonou a idéia de usar a Telebrás? o
ministro respondeu:
Em princípio, neste momento, nós não
conseguimos viabilizar ainda a Telebrás, como uma empresa viável para poder
fazer a gestão deste empreendimento. Mas isso não quer dizer que a ministra
Dilma Rousseff (Casa Civil), eventualmente não venha novamente a nos sugerir
essa possibilidade"
Por que não a Telebrás?
Não há nada que
impeça realmente o governo, se desejar, tirar a Telebrás da condição de empresa
em processo de extinção e reativá-la no mercado. A única questão neste caso é
financeira. O que pode ter contribuído para a exclusão da idéia de deixar com a
Telebrás a gestão dessa rede é a real situação financeira em que se encontra a
empresa.
Balanço maqueado
No dia 18 de março, o portal
Convergência Digital avaliou a situação da empresa através de
seu balanço consolidado em 31 de dezembro de 2007. Publicado no Diário Oficial
da União, o balanço continha a manifestação de uma auditoria independente, a
KPMG. Pelos dados apresentados por esta empresa, ficou claro que o balanço da
Telebrás estava maqueado, mostrava uma realidade finaceira que não existe dentro
da empresa estatal e que pode levá-la à falência a qualquer momento.
"Não é comigo..."
O Ilustríssimo presidente da Telebrás, Jorge da Motta e Silva, mandou a CVM
procurar o portal Convergência Digital para maiorees esclarecimentos sobre
"possível" declaração do ministro Hélio Costa, como se não soubesse a real
situação em que se encontra a empresa. Não há problema, se a CVM desejar,
dispomos de gravação para comprovar a informação.
É com o senhor sim...
Mas este veículo de comunicação, por sua vez, também sugere ao presidente da
Telebrás, que explique a "mágica" feita com o balanço da empresa, na qual
advogados fazem um verdadeiro "exercício de futurologia" sobre resultados de
ações judiciais que correm contra a Telebrás. Classificaram-
1) De "Alto Risco" e passíveis de provisionamento de recursos para pagamento de
sentenças e
2) De "baixo risco" sem necessidade de eventual provisionamento de fundos. Ou
seja, se algum advogado errar em suas previsões, a empresa não terá como saldar
o compromisso.
Isto até levou a KPMG à seguinte conclusão em seu relatório: A Telebrás
apresenta patrimônio liquido negativo e obrigações superiores aos valores de
seus ativos. "Essa situação, conjugada com o assunto mencionado no parágrafo
anterior (pendências judiciais), resultará na incapacidade de a Companhia honrar
seus compromissos e, consequentemente, continuar suas atiividades, caso não seja
efetuado um aporte de capital".
Aparentemente esse aporte veio no ano passado na forma de uma Medida Provisória
e chega a R$ 200 milhões, mas ainda encontra-se encalhado no Congresso Nacional.
Mas não ficou claro no balanço, se esse volume de recursos cobriria o rombo que
efetivamente está maqueado dentro da empresa. Com a palavra, o senhor Jorge
da Motta e Silva.
De resto...
Aos investidores insatisfeitos tanto eu quanto o portal Convergência Digital
lamentamos, mas não estamos preocupados com a situação de vocês. Quem lucrou com
as ações da Telebrás no final do ano passado e, agora parece estar acumulando
perdas com esses papéis, sabe o risco que correu quando tomou a decisão de
adquirí-los na Bovespa.
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