(...) O que está ocorrendo na Telebrás?
Nada. Absolutamente nada. A não ser "pirotecnia política", misturada com
irresponsabilidade no trato da chamada "coisa pública. No final do ano passado,
em novembro, durante algumas reuniões de cúpula em que se estudava o programa de
inclusão digital nas escolas, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, propôs a
reativação da Telebrás para torna-la "gestora da rede de banda larga", que seria
negociada com as Teles em troca dos Postos de Serviço Telefônicos. (...)
(...) Isso provocou em apenas dois dias de movimentação na
Bovespa, um salto de 570% no valor das ações da Telebrás, segundo o jornal O
Globo: (...)
(...) O volume financeiro movimentado passou de R$ 202,416
mil, para R$ 12,974 milhões entre os dias 13 e 16 de novembro de 2007. Ou
seja, a declaração do ministro Hélio Costa provocou, por si só um fato
relevante sobre a Telebrás, que nunca existiu ou foi encaminhado pelo governo
à CVM ou à Bovespa. Da condição de empresa em processo de extinção, a Telebrás
virou a grande estrela do mercado do dia para a noite e num momento em que se
preparava para fechar o seu balanço de 2007. (...)
(...) O portal Convergência Digital decidiu, então, indagar
do ministro o que havia acontecido para a Telebrás não ser anunciada como
gestora dessa gigantesca rede que atenderá mais de 56 mil escolas. Hélio Costa
disse que, neste momento, a rede seria gerida na parte técnica pelo Ministério
das Comunicações e, na parte educacional, pelo MEC. (...)
Sobre o jornalista:
Luiz Queiroz (queiroz@convergenciadigital.com.br)
- Baseado em Brasília, é jornalista e editor especializado em Tecnologia da
Informação, Telecomunicações, Economia e Política. Trabalhou nos jornais
Correio Braziliense, O Globo, Jornal do Brasil e nas Agências de Notícias JB e
Folhanews. No setor de TI trabalhou como repórter, em Brasília, do Computerworld
e do Caderno de TI da Gazeta Mercantil. Recebeu o Prêmio Embratel 2002 por
Equipe no Computerworld Online e em 2006 o Prêmio ABDI de Política Industrial.